quarta-feira, 10 de junho de 2009

Sangue de Pedra....




Estou a escrever das minhas ultimas pedras que me atiraram,
Estas pedras bem aguçadas que em mim acertaram,
Elas logo que nasci me apontaram como um de seus jogos,
Elas ainda hoje me atormentam e acertam como facadas.

Elas fazem parte de meu sangue a que eu ignoro,
Ignoro porque meu coração em pedra está pelo sangue,
Porque o seu efeito em mim é mortífero,
E eu assim ando sobrevivendo e bebendo deste sangue!

Eu desejo purificar-me extraindo-o até á ultima gota,
E assim numa sepultura o enterrar e esquecer,
Esquecer aquilo que vivi com ele atormentada,
Aquilo que ando suportando e sofrendo na pele dia-a-dia sem viver.

Nunca neste meu mundo vi uma alma tão maligna envolvendo o sangue,
Porque no que diz respeito a sangue as melhores virtudes se vêem.
E tinha logo de envolver o meu sangue, como que castigo lamentável.
Tocando no meu EU sem escrúpulos, razões ou deuses que se crêem!

E minha alma desamparada quase perdi, mas acreditando me salvei.
Com as forças benignas de meu lado, presentes em minha vida perpetuada,
Assim eu cresci numa linha torta, num sangue venenoso e numa pedra sempre aguçada,
Mas ainda assim lutando e acreditando num lugar magico de paz e alegria duradoura!

5 comentários:

João Motaz Rita disse...

Achei realmente profundo e auto-biográfico [o que é pena :( ]... mas acho que todos nós sentimenos que há pelo menos uma pedra dessas na nossa vida...afinal, o atrito entre os Homens sempre foi inabalável :S

Muito bom*

CB Produções disse...

Percebo...percebo...


O "sangue" é importante... mas doí às vezes...
percebi o alcance da mensagem
e sei o porquê da tua mensagem....

bjs


.....

Anónimo disse...

Se sao as ultimas pedras, aproveita-as
pois das ultimas surgem as primeiras.

desde cedo se percebe, que a vida é que nos escolhe, se somos actores ou jogadores, adeptos ou espectadores.
A verdade é que a vida é um teatro e um jogo que nos transpira e sangra.

ela corre-nos nas veias, como cenas ou jogadas em que a probabilidade de errar é certa, entao cai-se no palco ou em campo.

ignora-se os contra encenadores e adversarios, pois estes cairam tanto ou mais que nós,e o sangue deles nao é o nosso.

se uma farpa ou erva nos provoca corte, deitamo-lo á boca e chupa-se, com força de mais vida, ingolindo o sangue que dele brota, como se nossa saliva fosse purinzima, como se ao faze-lo a farpa voltase para o palco e a erva para o campo, com nossa saliva a marcar e fazer barreira intranponivel, como se nao conseguisemos viver mais que isso.

entao pensamos que é nosso o erro, que o melhor espectado nos ve a representar uma asombraçao na peça da vida, e nos em campo trocamos nuvens por lenços brancos. porque é nos actores principais que é focada a luz, é sobre o melhores jogadores que brilha a sorte.

mas somos nos que vimos isso, mais ninguem. entao porque ficar no chao se o Eu de cada um esta no cimo da testa. é com a força de o agarrar e puxa-lo como que puxa a corda para fexar o pano e depois abrilo que nos levantamos de novo, curvamonos com a ferida á mostra e um sorriso de vencedor!

bgd por escreveres! bj gande!

Anónimo disse...

es uma trenga q adoro mto:)minha pulga

Tiago Martins disse...

O sangue por vezes é forte como uma pedra, outras é tão frágil como uma pena.

O sofrimento faz parte da lei da vida mas é com ele que aprendemos a viver e a sermos mais fortes.

Gostei Rosalina...